Maria
combaliu-se pela dor da perda do Filho amado. Porém, em seu coração cheio
de fé, sabia que a morte de Jesus não era o seu fim e acreditava que seu Deus
teria uma resposta a tudo aquilo. E assim ocorreu... O Cristo
Ressuscitado era a resposta esperada, a confirmação da certeza há muito sabida
no coração daquela que nunca deixou de acreditar.
Naqueles
primeiros momentos após a ressurreição de Jesus, Maria foi de fundamental
importância junto aos seus apóstolos. Mãe do Mestre e, por conseqüência,
Mãe daqueles homens confusos pela transformação ocorrida em suas vidas, Maria
foi quem primeiro conduziu o grupo, fazendo-os compreender a mensagem daqueles
dias. Não é por acaso que estará com eles quando da vinda do Espírito
Santo em Pentecostes...
O impacto
da ressurreição de Jesus na vida de Sua mãe produz um efeito cicatrizante
naquele coração ferido pela maldade humana. Maria será, então, capaz de
testemunhar vivamente a experiência daquele que viveu a vitória sobre a morte
e, assim, torna-se Mãe da humanidade, sendo desta o ponto de apoio para o
consolo e entendimento dos acontecimentos não entendidos por todas as gerações
futuras.
Maria
compreendeu o mistério que cercou a ressurreição de Jesus e nos ensina a também
compreendê-Lo, mostrando a atualidade daquele acontecimento perdido em um
túmulo de Jerusalém e que continua hoje a acontecer, silenciosa e
gloriosamente, em cada vida que renasce, não da morte física, mas da morte do
pecado.

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