segunda-feira, 28 de abril de 2014

Depois da Ressurreição...

Maria combaliu-se pela dor da perda do Filho amado.  Porém, em seu coração cheio de fé, sabia que a morte de Jesus não era o seu fim e acreditava que seu Deus teria uma resposta a tudo aquilo.  E assim ocorreu...  O Cristo Ressuscitado era a resposta esperada, a confirmação da certeza há muito sabida no coração daquela que nunca deixou de acreditar.
Naqueles primeiros momentos após a ressurreição de Jesus, Maria foi de fundamental importância junto aos seus apóstolos.  Mãe do Mestre e, por conseqüência, Mãe daqueles homens confusos pela transformação ocorrida em suas vidas, Maria foi quem primeiro conduziu o grupo, fazendo-os compreender a mensagem daqueles dias.  Não é por acaso que estará com eles quando da vinda do Espírito Santo em Pentecostes...
O impacto da ressurreição de Jesus na vida de Sua mãe produz um efeito cicatrizante naquele coração ferido pela maldade humana.  Maria será, então, capaz de testemunhar vivamente a experiência daquele que viveu a vitória sobre a morte e, assim, torna-se Mãe da humanidade, sendo desta o ponto de apoio para o consolo e entendimento dos acontecimentos não entendidos por todas as gerações futuras.

Maria compreendeu o mistério que cercou a ressurreição de Jesus e nos ensina a também compreendê-Lo, mostrando a atualidade daquele acontecimento perdido em um túmulo de Jerusalém e que continua hoje a acontecer, silenciosa e gloriosamente, em cada vida que renasce, não da morte física, mas da morte do pecado.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

As dores d'Ela foram muitas, imensas...

A quaresma, sobretudo a Semana Santa, é uma época oportuna para   acompanharmos as dores de Nossa Senhora. Convidamos você para estarmos ao lado da Virgem Dolorosa nas dores que ela teve.  As dores d'Ela foram muitas, imensas...
Unamos nossas dores imperfeitas aos sofrimentos d'Ela.  Considerando os padecimentos da Mãe Dolorosa, encontraremos ânimo para suportarmos as dificuldades de nosso dia a dia.
Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria derramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.
Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus morre, deixando Maria na mais negra escuridão! Sem duvidar um só instante, ela, aceitou a vontade de Deus e, no seu doloroso silêncio, entregou ao Pai sua imensa dor, pedindo, como Jesus, perdão para os criminosos.  Depois depositaram Jesus em seus braços, não cândido e belo como em Belém... Morto e chagado, parecendo mais um leproso do que aquele adorável e encantador menino, que tantas vezes apertara ao seu coração! 

Entretanto, quem a confortou nessa hora angustiosa? Fazer a vontade de Deus foi o seu conforto; saber que o Céu foi aberto para todos os filhos foi seu consolo!
E Quanta dor padeceu Maria quando teve que ver sepultado seu Filho
Se Maria tanto sofreu, não será ela capaz de compreender os nossos sofrimentos? Por que, então, não recorramos a Maria com mais confiança, ela que tem tanto valor diante do Altíssimo? 

A dor de ver transpassar o Coração de Jesus com a lança conferiu a Maria o poder de introduzir, em seu amável Coração, a todos aqueles que a ele recorrerem. Corramos todos a Maria, porque ela pode nos colocar dentro do Coração Santíssimo de Jesus Crucificado, morada de amor e de eterna felicidade!
 Para correspondermos, porém, a tanto amor, sejamos muito confiantes em Maria, não nos afligindo nas contrariedades da vida; ao contrário, confiemos todos os nossos receios e dores a Ela, que saberá dar em abundância os tesouros do Coração de Jesus! 

Não nos esqueçamos de meditar estas imensas dores, quando nossa cruz estiver pesada. Nela encontraremos força para sofrer por amor a Jesus que sofreu na Cruz a mais infame das mortes.
 

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
Ave Maria,cheia de graça,o Senhor é convosco,bendita sois Vós entre as mulheres,bendito é o fruto em Vosso ventre,Jesus.
Santa Maria Mãe de Deus,rogai por nós os pecadores,agora e na hora da nossa morte.Amém.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

As sete dores de Nossa Senhora

Nada desse mundo serve de comparação às dores que Maria sofreu junto a Jesus. Nenhuma criatura viveu com tanto amor essas dores De muitas formas sofreu Maria Santíssima durante a sua vida terrena, porém sete delas são episódios tirados dos Santos Evangelhos e que formam o caminho de dores da Filha amorosa de Deus Pai, sofrendo em sua alma padecimentos semelhantes aos da Paixão de seu Divino Filho. Os episódios narrados no Evangelho são: Quando o profeta Simeão declarou que Ela teria seu coração atravessado por uma espada de dor, quando houve necessidade de fugir para o Egito; o momento em que Ela se deparou com a perda do Menino Jesus no Templo, o encontro com Jesus no caminho do Calvário; O momento em que se encontrou de pé junto à Cruz de Jesus; Quando teve o corpo de Jesus morto em seus braços e o sepultamento de Jesus.
Deus deu a Maria, tudo o que havia de melhor! No entanto, em determinadas etapas de sua vida, para Ela o melhor era sofrer. Como ocorreu na Paixão, quando passou por um tremendo tormento. Sofreu muito mais do se fosse Ela própria crucificada, pois a dor que sentiria na sua crucificação não seria nada perto do que Ela sentiu vendo o seu próprio Filho crucificado. Nossa Senhora não podia pensar em mitigar suas dores, porque a sua dor consistia na dor de Nosso Senhor. A causa do sofrimento de Nossa Senhora era, justamente, as dores de Nosso Senhor. Ela sofreu em Si as dores que estavam sendo atribuído ao Nosso Senhor na flagelação, coroação de espinhos, carregamento da Cruz, Crucificação e tudo o mais.
Deus vos salve Virgem Dolorosa, que junto à Cruz compartilhastes o sofrimento de vosso Divino Filho! Ali Jesus nos entregou como vossos verdadeiros filhos. Queremos sentir que sois Nossa Mãe em todos os momentos, mas especialmente quando nos visita o sofrimento. Temos certeza que ao vosso lado tudo será mais fácil e suportável. Para atravessarmos as dores que a vida nos reserva, é preciso estarmos unidos a Nossa Senhora junto à Cruz:
No caminho que temos de atravessar, sobretudo nas dores que a vida nos reserva, lembremo-nos de que Nossa Senhora pode nos obter a força que Ela teve para atravessar aquele transe tão terrível. Unamo-nos, portanto, não só em torno da Cruz, mas em torno d'Ela junto à Cruz; e tenhamos diante dos olhos não só a coroa de espinhos sobre a sagrada fronte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas também sobre o Sapiencial e Imaculado Coração d'Ela. Assim teremos muito mais audiência junto a Deus
Ave-Maria Cheia de Graças o Senhor e convosco, bendita sois vós entre as mulheres bendito e o fruto do vosso ventre Jesus, santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte, amém.

domingo, 6 de abril de 2014